Pequenos saldos positivos poderiam ser o etanol da existência. Afinal são estes pequenos produtos de uma soma desigual que garantem o fôlego que nos permite respirar. Quando Deus diz mais uma dose porque argumentar? Alegrias desesperadas e a Navalha de Occam, intelectos falidos e ciência empírica. Um espetáculo de pirotecnia no faroeste paranaense.
O Porão Aconchegante, e Matilde tiveram trabalho esta semana, segunda-feira de Mercearia Nefasta, vodka cara e rock n' roll barato que combinação sórdida de fatores imbecis, como um enrolado saloio, finório e velhaco de sardinha e cebola. Como sou eu a contar desconfie, mas uma vez no faroeste paranaense não deixe de experimentar esta iguaria Pantagruelesca, tu te arrependeras com certeza.
Destacando alguns miolos da minha massa cinzenta, e falando de morte, uma personagem que aqui jaz é Dorotéia, para deleite das massas, não sei se afogada em grosserias ou mesmo em algum tipo de desastre de viação, como uma queda nos trilhos de um trem para Morretes. Uma morte trágica é sempre mais interessante do que uma overdose. Muito embora ainda me sinto compelido a experimentar toda a cretinice deste mundo e sua eterna dicotomia sacana e tão bela.
Fazer jus ao ódio e a repetição, escrever mal e falar pior ainda. Sente-se e ouça a gentil corneta sussurrando I love you nos seus ouvidos. Seja um pouco mais piegas, mande flores para si mesmo e chore ao recebê-las. Se abra para os dias de verão, pois são poucos, continue preferindo os merdosos, pois são muitos, nunca salte nos trilhos sem ter certeza, dê sua cara à tapa. Seja mais prepotente. Volte a tomar wiskey, mas pare de andar, não se canse e deixe para dormir quando estiver morto. Mas pode tomar Lítio, remédios para dormir e cheirar um saco de farinha que da na mesma.