Assim gira o mundo, uma pequena revolução é só o que se necessita para que a hora passe e seu espaço tempo e posição geográfica mudem. Assim como perambulando bêbado no frio de Curitiba a procura de um abraço gelado e uma cerveja quente, é concebivel deparar-se com porões de esquisitices e esquisitos, com vasos de Mount Gay Ron, e outros tipos de beverages e material humano singulares. Deparar-se com o mundo e suas perversões, frustrar o corriqueiro apresentando o absurdo. Embriagado de abuso, e abusando da embriagueis com um “que” de paixão e bastante estupefato.
Assim começa o espetáculo, os performers são mobília urbana, a incandescência do vapor do mercúrio aquece até as finadas almas, a direção para onde se caminha sempre há de coincidir com ao menos um porão, um inferninho de onde só a duvida escapa. O nexo causal continua sobreestimado, não é tão importante assim fazer sentido, todos os caminhos levam algures, e se ao menos esses não fossem tão paralelos...
Bonita como um soneto de Shakespeare e desesperadora como um de Shelley lembra-me de um filme que já vi algumas vezes, e o protagonista morre no final. Ao ponderar vale a pena. Ela poderia ser uma verdadeira louvação a Dionísio onde o prazer se dá só por se dar, como em um relacionamento incorruptível. Amores a Capuleto ou Montéquio não são tão perenes quanto Ozimandias (King of Kings) porem são menos solitários e introspectivos. Nunca sei quando arriscar nem qual o tamanho cacife. Mas ainda assim vou apostar.
Talvez seja melhor duvidar do beneficio da ignorância do que continuar amargando noites solitárias, rodeado de amigos e cinzeiros, copos de jazz e acordes de wiskey. Todavia mais uma vez o nexo causal é muito overrated. Passar a vida subjugado ao seu sentido almejado e obscuro incomoda a este ALMEIRINDO que vos escreve.
Ou, por outro lado, talvez seja tudo bem mais simples e até simplório, e eu estou só exagerando, mas sinto que não. Acenda um cigarro, e se quiser também pode tomar mais um gole..