Pode ser que afinal de contas eu morra de pints e não de amores. O cemitério do faroeste paranaense tem um programa de pontos. Morrer aqui custa só 4000 e praí 100 de água de batatas. Lembro-me da noite de St.Bottle onde os amigos eram reais e não fabricados. A entretainer não interpreta U2 Cover e as flores aquciam o coração.
Correr gritar e e Jack Daniel's não mais me pertencem mesmo. A ulcera gástrica continua atrasada e eu não tenho mais tanta pressa. Diz o Ernest que se deve parar quando a coisa vai bem, ela ia bem não ia? Fato é que continuar é preciso, impreciso é navegar em um mar laborioso e etílico. Por mais labor que se tenha o tédio há de sempre vencer. Invisível aos olhos e de certo essencial ao coração, a raiva e a fome nos movem a 180 por hora nessas noites de tungstênio, vapor de mercúrio e chumbo.
Os paliativos ganham um caráter permanente, afinal estamos no Brasil, só duas semanas, duas boas semanas valem a pena, o que dizer de meia década... Tudo sempre tem esse caráter permanente circunstancial. Interromper processos lógicos gera gargalhadas na garganta de quem ouve, ou lagrimas nos olhos de quem vê, eu só bebo e nada disso me interessa.
Fato também, escatologia e subversão fazem carnaval, como uma andorinha pode sim fazer verão, mas goiabada cascão com muito queijo, café cigarros e o beijo de uma mulata Leonor ou Dagmar é o que move uma nação, esta mesmo de pingentes, flagelados e balconistas. O jeito é virar gente grande para ser Dorival Caími.
Dance, saia apenas com a roupa do corpo e não volte para casa hoje, tome mais um shot faça jus a carapuça que você veste. Entedie-se com o obvio, e descarte os bons conselhos, não trabalhe nem estude, invista no seu fígado, coma mais bagle burguers.