As ruas estão rasas, e o exercício em mente tange o sadismo. As intenções jamais foram claras e o caminho sempre será tortuoso. É como se a intenção inicial houvesse sido obliterada e reconstruída. O universo tende a se dispor como deve, mas às vezes este débito pode ser dispendioso. É como se a SELIC se aplicasse aos dividendos emocionais da vida cotidiana, e comitê estivesse bêbado.
Sórdidas noitadas em Curitiba são um convite ao bufonismo. A amnésia institucional faz-se presente, e o alinhamento cronológico e espacial é quântico, beirando o caótico. Mas, e quando o caos se faz atraente? Esta é a indagação mais pertinente a se fazer agora. A escolha de apaixonar-se ou não, não é um privilégio, o livre arbítrio talvez seja o real exercício de sadismo do Séc. XXI, nos permitindo encontrarmo-nos felizes, ignorantes a tudo que nos move ao passo que procuramos outros petróleos e aditivados, para nos abastecer, ainda que assim impossibilitando uma transposição fidedigna e relevante de nossos reais devaneios, em direção a uma almejada realidade menos tosca.
Em um campo de flores há sempre abelhas, e da mérda nasce o cogumelo. O yin-yang bucólico de uma vida sem flores e com muita mérda. Ironicamente marchamos em direção ao infinito, porem a procura de um fim pacifico e até ortodoxo. Onde o pesar do coração e a herança da carne se tornam incongruentes, onde os passarinhos cantam e os tijolos amarelos acabam.
No longer in Kansas - digo eu! O coração o cérebro e a bravura descompuseram-se, assim como o arco-íris em Tecnicolor esverdiou-se. O novo é mais complexo, calculamos o efeito borboleta e o montante é 41. Um dia quando menos esperares, nos encontraremos. Em um dia ensolarado, em um roto de minhoca, em alguma cave estranha ao som de Velvet Underground depois do Arrival of Zee Germans, e quando as bombas explodirem, limpando assim a essência de nossos fluidos corpóreos. Previsões à Kubrik em um universo que pertence a Einstein (ou seria Descartes?).
"We'll meet again, don't know where don't know when... but I'm sure we'll meet again some sunny day." Na estrada de tijolos amarelos? Quem sabe? Só tenho certeza que tenho que sair para ver o Mágico de Oz. Lembre-se que praticar palavras de ordem implica em mais do que grita-las a plenos pulmões em uma rua qualquer, de uma cidade terceiro mundista, pós-ditatorial latino americana.