sábado, 17 de novembro de 2007

You can give me liberty or you can give me death (you can give me madness but don’t get me mad)

Em um mundo onde o mais é menos, onde, o branco não é preto mas mesclado de cinza, fica difícil discernir a água do vinho, a dose de botox que te salva é um pouco menor do que a que te mata. Isso não faz diferença visto que ambas foram substituídas pelo carbúnculo (Antrax). Somos inocentes, é nosso silencio o verdadeiro genocida tanto de nós mesmos quanto de outros milhares.

Ao falar do coração é difícil ter o distanciamento necessário para uma analise critica fidedigna. Todavia a o estado babaca em que me encontro com cramberry dressing na minha manga deve ter algum significado. As borboletas evadiram meu estomago já a um quarto de hora mas não parecem ter ido longe, a minha cabeça ainda gira devem ser elas ou ela... Meu braço agora cheira a veja, estou embasbacado, ou melhor, babaca mesmo.

Seguindo a linha dessa publicação digital, agora eu deveria dissertar sobre cupins ou mesmo sobre quão rotas são as relações humanas, porem não consigo deixar de achar que me sobra agora um pouco de esperança, espero que na humanidade e toda sua sordidez. Bons tempos de otimismo desesperado na Baixada Fluminense. Bons tempos de copos e romantismo no interior do Paraná.

A estação de underground está lotada e parecem ser 01h30min da manhã quando o despertar da realidade mostra sua face educadora e me faz estático enquanto todo o resto se move no compasso do Haga Murphy (seja lá o que isto for). O vapor de mercúrio ficou para traz e a cerveja mais verde que o arco-íris em tecnicolor continua indo à baixo. Dez de queijo e cinco de carne. Chicken Salad e Ice Muffin, maldito molho de amora, o cheiro de desinfetante persiste. Mas isso é falar do passado.

O presente é o desconforto entorpecido, não pelo ordinário filme que já vi, mas pela expectativa de um Blockbuster que antevejo com tanta clareza que me assusta. Em algum lugar entre Tom Waits, Miles e não vai comer. Eu tenho certeza que foi por aí. É definitivamente foi, algures entre estas situações que minha vida acabou. Quando o medico perguntar inventem outra coisa para declarar em minha causa mortis.

A marimba sibila e o ganzá do jazz-band batuca, sobre a divindade de Bag's Groove não vale a pena dissertar, sentem-se e ouçam, pare de fumar comece a beber e não pare mais. Não pare nunca. Faça jus a miséria humana sendo para sempre miserável..


PS: this title was written by my good friend Beef - I kinda know what he meant now!