terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Batatas & Bier

Uma refeição completa, Comida saloia desta terra, regada a cerveja, boas musicas e ilustres presenças. Residência de Mr. Bier, café, scotch, precedidos por uma seleção sem precedentes de Batatas do Asterix.

Comer até que lhe falte o ar em banquetes para celebração da vida, Coleman Hakins, Hemingway e o cheiro de gordura são o que me restam.Psicologia social e vapor de mercúrio estão fora desta equação que apenas hoje igualaria este faroeste paranaense a matemática do jazz, esta que hoje jaz com as pretensões de um Sabbath (leia chabas) deste ALMEIRINDO que vos dita.

Caia e levante-se, dê sua carne aos insetos, recupere-se, tente apaixonar-se e fazer merda, piadas sempre haverão de ser sórdidas, como o mundo. Pule nos trilhos com certeza.
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sábado, 15 de dezembro de 2007

Livros Proibidos

Estes livros em um momento histórico ou outro foram banidos ou proibidos no mundo. Achei interessante a quantidade de nomes familiares, às vezes por que os li outras porque os tenho outras apenas por que ouvi falar. Divirtam-se, pois foi um saco arruma-los assim:

Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley, A Amante do Cardeal de Benito Mussolini, As Aventuras de Huckleberry Finn de Mark Twain, As Aventuras de Tom Sawyer de Mark Twain, Aspectos da Crise Mundial de Benito Mussolini, A Idade da Razão de Jean-Paul Sartre, A série Alice de Phyllis Reynolds Naylor, All I Need Is Love (Tudo que preciso é Amor) de Klaus Kinski,The Anarchist Cookbook de William Powell, As Mil e uma Noites, The Boy Who Lost His Face de Louis Sachar, A Casa de Bernarda Alba de Federico Garcia Lorca, Cândido de Voltaire, Carrie de Stephen King, Desobediência Civil de Henry David Thoreau, The Color Purple de Alice Walker, Confissões de Jean-Jacques Rousseau, Cross Your Fingers, Spit in Your Hat de Alvin Schwartz, Cujo de Stephen King, Curses, Hexes and Spells de Daniel Cohen, The Dead Zone de Stephen King, Dubliners de James Joyce, Evangelho segundo Jesus Cristo de José Saramago, Flowers for Algernon de Daniel Keyes, Folhas da Relva de Walt Whitman, Frankenstein de Mary Shelley, Hamlet de William Shakespeare, Howl de Allen Ginsberg, How to Eat Fried Worms de Thomas Rockwell, It's Perfectly Normal de Robie Harris, To Kill a Mockingbird de Harper Lee, Lady Chatterley's Lover de D.H. Lawrence, O Livro dos Espíritos de Allan Kardec por Index Librorum Prohibitorum, Lolita de Vladimir Nabokov, Macbeth de William Shakespeare, Il Mio Diario Di Guerra de Benito Mussolini, O Mercador de Veneza de William Shakespeare, Mein Kampf de Adolf Hitler, Naked Lunch de William S. Burroughs, Twelft Night, em inglês de William Shakespeare, Orixás, Caboclos & Guias - Deuses ou Demônios? de Edir Macedo, Private Parts de Howard Stern, O Psicopata Americano de Bret Easton Ellis, Rei Lear de William Shakespeare, O Senhor das Moscas de William Golding, Sexo de Madonna, Teleny, por vezes atribuído a Oscar Wilde, Trópico de Capricórnio de Henry Miller, Trópico de Câncer de Henry Miller, Os Três Mosqueteiros de Alexandre Dumas, Ulisses de James Joyce, View from the Cherry Tree de Willo Davis Roberts, Versos Satânicos de Salman Rushdie, Yerma de Federico Garcia Lorca

Roll Mops e Gengibirra

Pequenos saldos positivos poderiam ser o etanol da existência. Afinal são estes pequenos produtos de uma soma desigual que garantem o fôlego que nos permite respirar. Quando Deus diz mais uma dose porque argumentar? Alegrias desesperadas e a Navalha de Occam, intelectos falidos e ciência empírica. Um espetáculo de pirotecnia no faroeste paranaense.

O Porão Aconchegante, e Matilde tiveram trabalho esta semana, segunda-feira de Mercearia Nefasta, vodka cara e rock n' roll barato que combinação sórdida de fatores imbecis, como um enrolado saloio, finório e velhaco de sardinha e cebola. Como sou eu a contar desconfie, mas uma vez no faroeste paranaense não deixe de experimentar esta iguaria Pantagruelesca, tu te arrependeras com certeza.

Destacando alguns miolos da minha massa cinzenta, e falando de morte, uma personagem que aqui jaz é Dorotéia, para deleite das massas, não sei se afogada em grosserias ou mesmo em algum tipo de desastre de viação, como uma queda nos trilhos de um trem para Morretes. Uma morte trágica é sempre mais interessante do que uma overdose. Muito embora ainda me sinto compelido a experimentar toda a cretinice deste mundo e sua eterna dicotomia sacana e tão bela.

Fazer jus ao ódio e a repetição, escrever mal e falar pior ainda. Sente-se e ouça a gentil corneta sussurrando I love you nos seus ouvidos. Seja um pouco mais piegas, mande flores para si mesmo e chore ao recebê-las. Se abra para os dias de verão, pois são poucos, continue preferindo os merdosos, pois são muitos, nunca salte nos trilhos sem ter certeza, dê sua cara à tapa. Seja mais prepotente. Volte a tomar wiskey, mas pare de andar, não se canse e deixe para dormir quando estiver morto. Mas pode tomar Lítio, remédios para dormir e cheirar um saco de farinha que da na mesma.

sábado, 8 de dezembro de 2007

When The Lights Are Low

Quando menos esperares a existência como um todo há de tomar um rumo excêntrico, neste crepúsculo que antes se mostrava sem expectativas, um café, um tanto quanto Letrado, e um passeio para fumar cigarros de cravo em uma pista de cooper, acompanhado (e gosto de salientar muito bem acompanhado) de Bela Moça encheu este quarto de peito que me resta, com toda a alegriazinha que o vazo roto ainda suporta.

As paredes repletas de livros infantis remetem ao Dinossauro Rosa e suas musicas pré-homossexuais. Só mesmo Machado de Assis em uma prateleira para lembrar a este ALMEIRINDO que vos dita, que no suspiro final da existência, saldo positivo é não transmitir a criatura nenhuma o legado de nossa miséria.

A bebida para chorar do porão aveludado, desceu quadrada ontem, o vapor de mercúrio omitiu os seus habituais encantos. Bag's Groove este crepúsculo que promete, e cria expectativas que com certeza serão frustradas. Devaneios têm custo similar ao da vodka e alias surtem efeito parecido também.

De fato a mistura excelente de chás neste sábado magro me fazem lembrar com saudosismo dos salões de sangues misturados que não mais me pertencem. Parece o Brasil, mas na verdade é o faroeste paranaense. Saia do Brasil, vire índio, não, vire comunista. Água de batatas te espera assim como vinho porteño barato. Acorde seco como se tivesses engolido um Bom-Bril na noite anterior. Grite a plenos pulmões e esqueça-se de quem és. Continue filtrando a merda. Diga sim as flores!

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Sobre a Luz de Dias Merdosos

Não vale a pena pensar tanto, é tipicamente decepcionante. A única certeza que se tem do ato de ponderar é que a decepção será enorme. O ganzá do jazz band continua batucando, a luz cinza desta quinta-feira alegra o quarto de coração que ainda resta em meu peito. Alegria passageira de saltar sobre possas d'agua neste faroeste paranaense. Ver a luta dos transeuntes com seus guarda-chuvas da varanda, é sempre excitante como deve ser a miséria alheia até que nos lembremos de compartilhá-la. Meros mamíferos com péssimo comportamento, jackpot Sr. Porter.

Swinging on a star vejo de cima a quantidade de absurdos que transbordam meu jeito e penso que talvez seja melhor acender outro cigarro. Lições de moral são muito caras, barata é a vodka do Matilde em noites de Grapelli. O som da rabeca invade a alma e junto traz um misto desconfortável de melancolia e felicidade, se ao menos tivesse comigo alguém para trocar pisadas no dedão e piruetas descompassadas e se pudesse gritar e bater palmas? Não, masturbação que se preze é só mental.

Para que expor desatinos felizes se o sentimento é passageiro? Para se agarrar a ele como um naufrago a uma lata de sardinhas que não consegue abrir, ou por incompetência ou por incapacidade do mesmo modo que este ALMEIRINDO que vos dita, lida com suas relações inter-pessoais. A vida é dura e o cheiro vem do ralo, o almejado futuro da humanidade. Anything Goes!


Masturbe-se só na cabeça, vá a mais festas nudistas, de nome aos bois e em seguida se esqueça de tudo, faça o que você quiser na verdade, o que você não quer fazer de certo fará por obrigação. Nunca cumpra com suas obrigações, deixe de ser um amador, ande sempre pelo meio da praça, e vez ou outra esqueça de olhar antes de atravessar a rua, nunca use a faixa de pedestres. Não esquente a cabeça. Uma idéia boa é mais uma Stolishnaya.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Uma Narrativa

Existem temas que não são argüíveis, isto é que sobre aos quais não se pode nem deve argumentar. Miles Davis é a evidencia óconcur (se é que se escreve assim) da existência de deus! Deus em pessoa sopra o metal ao passo que são proferidas as mais majestosas frases musicais inspirando a própria vida a seguir o seu rumo.

Como cigarros mal apagados, a mente enevoada trata de se fragmentar apenas para voltar a assumir uma forma estranha. A tarde ainda não havia consumado seu colapso e Francisco Bird e este ALMEIRINDO que vos escreve, estavam já confortavelmente abancados em Um Porão Aveludado. Boa era a musica e a companhia de amigos e correligionários, melhor ainda era o álcool.

O vislumbre de Dorotéia no topo das escadas com seu olhar desesperador faziam ululante o rumo da digressão etílica que seguiria. Inevitável como a própria morte, deixar o conforto do Porão Amigo e rumar em direção a Fabrica de Chocolates para uma breve e essencial apreciação do grande publico. Uma escala de Bucowiski em um homônimo ou heterônimo recinto estreou uma coleção de surpresas agradáveis da qual o expoente foi o Navegador, embarcação de admirável tripulação a qual nunca me fartaria de navegar. Uma meia tara muito bela e combustível dos campeões, precedeu uma mudança um tanto brusca no alinhamento espaço - tempo (especialmente espaço) em Um Cômodo Cozinha e Banheiro, de onde nunca devíamos ter saído, mas havíamos de ver o que se passava no Recinto Para Amadores da Vincent Axe esquina com o Incompetente Fraçois.

O faroeste paranaense ainda estava longe de derrubar seu ultimo cow-boy e alem de tudo está deixando a desejar. Reabastecemos a bílis na Rússia mais parecia Kracovia, mesmo assim a ignição teve seu desenrolar esperado e voltamos ao ponto de partida.

O Porão mais uma vez aconchegante, mais uma dose do olhar desesperador de Dorotéia, mais um beijo da Mais-Bela-Flor e o que um minuto antes sequer se assemelhava a realidade passou para Alem da Imaginação. Outros olhares se mostravam quase tão atraentes, beijos negados e roubados de meus lábios na Fabrica de Chocolates me fazem pensar e ter sonhos ruins. Adicionado novamente ao hall de profissionais, barrado no Reduto de Amadores em ilustre companhia do Sr. Beer. Uma corrida de táxi para a mesma cama.

Hoje as palavras de ordem ficam por sua conta. Uma dica apenas do caminho a seguir nessas ponderações: Continue filtrando a merda. Desista de deus creia em Miles.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Get a Backbone

A pobreza moral hoje realmente assola a alma deste ALMEIRINDO que vos escreve, entretanto no mundo em que estou, o presente espaço tempo e posição geográfica, de maneira alguma contrastam com a minha situação atual. A corrupta sociedade onde tenho que me afogar diariamente, não é diferente da sua, mesmo que estejas na Suécia.

Não espere nenhum sentimento fazendo jus a primeira pessoa, não esperem mais lamentos não esperem mais ódio,"quebrando os Rolex do preconceito" esperem racismo, pederastia, pedofilia sacra e violência gratuita. Espere ser aviltado todos os dias. Espere ser estuprado intelectualmente a partir do instante em que vez a terra na vertical. A humanidade não tem nada diferente disto pra te oferecer. A vida até pode ser um mar de rosas só que com espinhos afiados de te rasgarão a carne, e estes cortes te apodrecerão.

Ou, em uma perspectiva um tanto mais otimista, apenas seremos amputados de tudo que nós mais prezamos e almejamos. Antes mesmo de termos tido um momento de sonhos pra fazer qualquer fantasia de coroinha mesmo que apenas a tenha-mos vestido em busca de mais uma boa currada.

Curto e grosso, como deve ser uma boa vida este ALMEIRNDO despede-se e deixa palavras de ordem como sempre. Pegue um trem pra Morretes, decomponha-se etilicamente, não pague a conta, ganhe peso, coma demais, esqueça sua opção sexual, mas sempre seja chauvinista e homofônico. Vire mais um Bourbon. Mude-se de vez para este faroeste e apodreça aqui! é melhor do que o norte do Paraná. Aleije-se!

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Clear the Playlist

The universe tends to unfold as it should, é pena que o desenrolar nem sempre é como se quer. Um ultimo comunista, um eterno e incorrigível romântico. Ha vida, e é de ideologias falidas, não ser burocrático é interessante. Bucolismo, pode também vir de Bukowiski. Whskey, Kronnemburg, e outras mil facetas destas noites e dias que transgridem a própria lei de Murphy.

O pub escuro e mal assombrado, suas contas milionárias, suas imagens deselegantes. O navegar é impreciso como pratos tortos e talheres de prata, Sheppard’s Pie no faroeste paranáense. As falas sempre serão lacônicas e as sentenças parnasianas. Que mundo é esse onde não se deve pensar, ou sentir ou amar, onde temos que nos esconder não apenas de nós mesmos.

Atitudes mascaradas e mal-cheirosas te levam à moradas conhecidas, assim sendo, sempre se arraste para a próxima Wiborowa, é claro que se menos abastado naquele espaço tempo, double W tambem resolve. Taças de vinho e blue eyes na boca do lixo. Eu pergunto como não sentir saudade? Evoé comunistas da 25, retirantes do oriente e canalhas do ocidente. Mais-valia é fazer um ensaio sobre a canalhice.

Somos todos instituições, e a recessão nos vai de certo levar a bancarrota. Fazemos a vida mais seca do que Vodka - Martini, todavia pelo menos, temos a opção de faze-la agitada e não batida. Mexer uns pauzinhos e fuder com o resto do mundo. Promiscuidade intelectual, falência institucional e seguro desemprego. Faz-me falta algum nexo narrativo como o de Nelson Fun, ou mesmo Alen Ginsberg descrevendo esse natal judeu. Hoje poderia ser 11 de Setembro mas pode ter sido ontem. Pode ser de novo às horas da próxima alvorada. Deixe se comover pelo tédio, comece a medir o incomensurável com um palitinho de dentes, e não os palite. Alfinete-se e nunca caminhe a passos largos, pois podes não ser bem quisto. Sinta-se amada e abraçada. Cague no gênero, mije na pista de dança e chega. Palavras de ordem são para os fracos!

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Some Where Over the Rainbow (ou Essencial aos Olhos)

Pode ser que afinal de contas eu morra de pints e não de amores. O cemitério do faroeste paranaense tem um programa de pontos. Morrer aqui custa só 4000 e praí 100 de água de batatas. Lembro-me da noite de St.Bottle onde os amigos eram reais e não fabricados. A entretainer não interpreta U2 Cover e as flores aquciam o coração.

Correr gritar e e Jack Daniel's não mais me pertencem mesmo. A ulcera gástrica continua atrasada e eu não tenho mais tanta pressa. Diz o Ernest que se deve parar quando a coisa vai bem, ela ia bem não ia? Fato é que continuar é preciso, impreciso é navegar em um mar laborioso e etílico. Por mais labor que se tenha o tédio há de sempre vencer. Invisível aos olhos e de certo essencial ao coração, a raiva e a fome nos movem a 180 por hora nessas noites de tungstênio, vapor de mercúrio e chumbo.

Os paliativos ganham um caráter permanente, afinal estamos no Brasil, só duas semanas, duas boas semanas valem a pena, o que dizer de meia década... Tudo sempre tem esse caráter permanente circunstancial. Interromper processos lógicos gera gargalhadas na garganta de quem ouve, ou lagrimas nos olhos de quem vê, eu só bebo e nada disso me interessa.

Fato também, escatologia e subversão fazem carnaval, como uma andorinha pode sim fazer verão, mas goiabada cascão com muito queijo, café cigarros e o beijo de uma mulata Leonor ou Dagmar é o que move uma nação, esta mesmo de pingentes, flagelados e balconistas. O jeito é virar gente grande para ser Dorival Caími.

Dance, saia apenas com a roupa do corpo e não volte para casa hoje, tome mais um shot faça jus a carapuça que você veste. Entedie-se com o obvio, e descarte os bons conselhos, não trabalhe nem estude, invista no seu fígado, coma mais bagle burguers.

domingo, 25 de novembro de 2007

"The Piano Has Been Drinking"

Um pub de shopping center, três pints de New Castle um de Guinness boa companhia, uma noite clara de cerveja escura depois, e nenhuma mudança sórdida ocorreu. eram 10h da noite quando o meu telefone tocou e eu ainda estava no oitavo pint. Uma viajem de 15 minutos bastou-me para lembrar que tudo não era um mar de flores mas ainda assim era tudo bem. A voz meio tom acima ou abaixo da entretainer meia boca gralhando E.C.T. não permite esquecer onde estamos, Welcome to the Parrot Place, como diria o grande amigo Isac. Falta tungstênio nessas lampâdas e sobram outros metais pesados na cerveja. Tudo bem se não estivéssemos no St. Bottle, o que fizeram a cachaça?
Faltou me tato e inteligencia para explicar a química inorgânica e a ótica, cada vez mais tudo no mundo se prova Machadino, e estou sendo brando, a tese é Machadina mas parece ter sido escrita por Paulo Rabbit e o idiota do Mainardi. Manhattan Connection com o faroeste paranáense. O bucolismo de Clear River foi asfaltado e deu espaço para um estacionamento de shopping vazio, as ruas uma vez (há muito tempo) cheias de boêmios ontem mostraram sua face atual.
Simplifiquem minha vida e explodam logo essa merda toda, é melhor vomitar do que continuar com essa interlocução aviltante. A paciência se esvaece mais rápido do que é possível se emputecer. São podres as relações humanas. Existe sim um que de esperança, e um que de verdade, mas a mentira não triumfará sobre o medo. Alimentando os animais do grande circo místico da redundância, empacotar os pesadelos e deixar em outra porta, junto com este nó e 30% do seu estômago. A úlcera gástrica está atrasada 28 dias. Há que se escrever as coisas no papel, não ó as criticas construtivas e demagógicas. O Brasil vai entrar pra OPEP. Até que em fim vamos ser tão filhos da puta quanto os que nos enrrabam hoje.
Sobra incompetência para abrir as latas de cerveja barata que nos embriaga, faltam forças para abrir um livro, desligar a tela da rede Tupí e por um fim a própria ignorância. Entreter-se na porra do shabbas assistindo o show da vida, levantar cedo e ir trablhar na segunda-feira, construir assim a nossa própria miséria. Pare de trabalhar, comece a beber e assista a porra do fantástico. Tire seus filhos da escola, essa merda não serve de nada mesmo, ouça the Doors e abstraia. Goste como eu gosto, você sabe, pode até amar que é bom. Entre em mais uma fila saque sua poupança e compre um fusca.

sábado, 24 de novembro de 2007

Acontece a Todos

É provável que eu queime no inferno no final da vida, todavia me recuso a penitenciar-me, se deus existisse ele entender-me-ia. Eu espero na fila como bom cidadão, eu não cuspo mais em templos, eu porto-me bem. é fato que a minha promiscuidade vai além dos fatores conjugais ainda inexistentes (ainda), a minha promiscuidade intelectual é o que me diverte.

O alvorecer em transito mostrava-se proeminente, ao vislumbrar o meu pretérito presente, me vieram a cabeça frases feitas e festas nudistas em estúdios da Brodway (hundreds of brods). O problema é que basta uma afirmacão de afinidade que: out come the dancers! bang goes the drum and yo're in love... Como resistir a uma conexão e como deixar de ouvir aquela musica breguinha da década de 70 ou 80. Nem todas as respostas podem derivar de Paullaners e Stellas, o etílico não é mais etanol do que a vida, punch drunk é a condição normal humana.
Nada passa de uma película gasta por sua repetição.

O perfume embriaga-me e faz da noite uma michordia, e como eu, tenho certeza que você já passeou por parte de sua existência a espera de que alguém lhe proferi-se as palavras mágicas "é okay ser queijoso (cheesy)".

Se enganar a espera de que sua melancolia transforme-se em uma partitura de Cab Callaway talvez consuma um período incomensuravel de sua vida além de sua saúde. Ser Minnie the Moocher é diferente de esperar Dorotéia cair em suas graças, um rei sueco pode tornar-se uma ostra chilena a qualquer instante, independe de quanto um o queira.

Algumas coisas tem sua magia justamente em sua insensatez. Roube um carro, atire uma vaca do décimo andar, leve sua avózinha ao puteiro, vá ao cinema mas nunca se apaixone, é complicado - ou melhor, "é simples, nós é que complicamos" - justamente criando chavões idiotas como este.

O exercício de explicar o óbvio é piegas mas diz muito. Nada novo em dois estados, o reino da Dinamarca continua podre, se ao menos Copenhaguem fosse a capital do Estado da Guanabara o senseless faria mais sentido. Se as veias secas, hoje rejeitassem o sangue que por elas decide quando correr, e se isso não significasse a própria morte, este errante cavaleiro ALMEIRINDO jamais perseguiria os gigantes impossíveis ou mesmo Dorotéia.

Aparentemente quanto mais o peito aperta mais babaquisse apaixonada pinga na corrente sanguínea. Se algum dia for possível transgredir as leis de Newton que seja neste, pois o tombo será grande, e se ao menos eu tivesse uma quinta perna para se quebrar. Se tudo fosse tão divertido quanto um show de rock pernambucano (goddam Mavericks). Será possível que é daqui que eu nunca mais levantar-me-ei? A cigarrete that's there with lipstick traces, an airline ticket to romamtic places, still my hearth has wings, these foolish things, remind me of you!

Voltando as quintas-feiras nefastas do faroeste paranáense, elas não tem o mesmo gosto, mesmo que procurando em rostos múltiplos o seu não está lá, podem ser rostos bonitos como flores, mas não são o rosto certo. Novas e antigas feições misturam-se em uma saudade louca de ambos meus tormentos que também são meus amores. Um deles dispensa introdução e outro é a minha lucidez, obrigando-me a perder o ponto onde me encaixo. Sinto-me jogado da cama, era só o que faltava mesmo.

As palavras de ordem de hoje ficam por sua conta, a nostalgia tomou conta deste ALMEIRINDO que só consegue pensar em Tulipas e continua tão ignorante quanto ontem. Apaixone-se seja um idiota, eu vou acender mais um cigarro e no filtro desse ultimo acenderei mais um.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Swinging on a star

Sejam sonhos feitos do que quer que sejam feitos os sonhos eles não são reais. ainda assim algumas situações beiram a realidade mesmo sendo tão palpáveis quanto seios de Dorotéia. Hoje escreveria uma carta lasciva se não tivesse o respeito que tenho por vossos olhos. Hoje eu dançaria e certamente não me esqueço do que a musa canta não há exatamente valor que se alevanta. Epopeícas são as vidas secas.

Algum langor ainda atormenta minha alma evasiva, claro que isso pode ser uma conseqüência do 1/3 da humanidade morrendo de fome mas eu não ligo pra essa merda. É que a noite cai e a solidão me assola, é pena que não me leve a sério o bastante para impor respeito. Faz parte!

Talvez esse seja o assassinato de uma crônica por falta de assunto. Talvez só pieguice mesmo talvez seja a doença de uma alma cancerosa sei lá. eu sei que há gente muito mais fudida do que eu , mas a minha cabeça! Esta cabeça que já dificilmente sabe o que pensar agora quer apenas dormir e terminar com o pesar do coração e os mil naturais conflitos que constituem a herança da carne.

May all my sins be remenbered.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Not Quite so Brave

Nem tão admirável muito menos novo, o mundo se mostra isento de surpresas agradáveis. Continuamos insistindo em trabalhar em repartições escuras e mal-cheirosas, menos podres apenas do que os trabalhos nelas executados. Perpetuamos nossa miséria todo o dia das 9h às 6h. Ninguém ganha sozinho na Mega-Sena. Isso é tudo propaganda. A beleza só faz parte da vida às vezes, em um telefonema ou uma ida ao salão de chá para manchar a camisa de framboesas.

A massa caminhando no calçadão perde seu encanto se vista do mesmo nível, as conexões telefônicas mostram sua divindade ao passo que se caminha em direção oposta ao futuro. É surreal de certa forma, de certa forma é até mágico, de certa forma segunda-feira também tem sua magia.

Os spoils da noite de sábado perpetuaram-se no domingo, os 40 oz. de Patrícia air mailed de Uruguaia nutriram o almoço do shabbas e esse se estendeu quase até a hora da pugna. É claro que a comparação com a noite anterior na Fabrica de Chocolates é incabível, a volta ao mundo etílico começou em Um Cômodo Cozinha e Banheiro e terminou de forma escatológica no puteiro. O boi assado foi empurrado para dentro ao som do mais fino brega deste interior do Paraná, na platéia as mulheres da vida se divertiam com seus Tickets de Refeição de aproximadamente 40 reais. Vale o quanto pesam os dentes da frente dessas operarias do prazer. Dez reais por cada dente bom no puteiro, e a costela de Gato Preto (para cinco) 34 pilas, voltar pra casa comido não tem preço mesmo.

Depende de alguém o esplendor de minha felicidade. É um desespero delicioso. É como estar a esperar o transporte apertado, mas ter quase a certeza de um nictório do outro lado da linha. É estar preso em um calabouço com a obra completa de Shakespeare. Esperar por um momento de deleite que passará e virão outros. Eu nem sou otimista. Dêem um senso ao nonsense, eu não estou nem quase cansado ainda de toda minha babaquisse. “Admirável mundo novo onde existem seres como este”. Admirável mundo que nos coroe e há de nos apodrecer, que nos atirará pedra após pedra a espera que gritemos, venha! A plenos pulmões até que nos falte o ar que nos oxida.

Ainda tenho vontade de cantar e dançar e fazer o que não posso só pelo prazer que aguardo e que me move . Quanto a ti caro leitor ou leitora, tenha calma respire fundo que a morte virá, não tenha pressa, eu esperarei. Já esperei tanto, afinal eu sou brasileiro. Sou mais errante do que cavalheiro, e sempre serei indefeso aos encantos de Dorotéia..

"O brave new world that has such people in it."
(Bill Shakespeare - The Tempest)

sábado, 17 de novembro de 2007

Mr. Welles

Today a man from Germany invaded Greece. He has already swallowed Poland and Denmark and Norway and Belgium. He is bombing London as I speak. Everywhere this man goes he crushes the life and the freedom of his subjects. He sews yellow stars onto their lapels. He takes their voices. In this country we still have our voices. And we can sing with them. And we can argue with them. And we can be heard. Because we are for the moment . . . free. No one can tell us what to say or how to say it, can they? We have no brown shirt thugs here ruling our lives, do we? No one can take our voices, can they? Because we are free.I am one voice and that is all. My picture is one voice. Men are dying in Europe now, and Americans soon will be, so that we can surmount the tyrants and the dictators. Will you send a message across this country that one man can take away our voices? So ... who is Mr. Hearst and who is Mr. Welles? Mr. Hearst built a palace of brick and mortar and starting little wars and corpses piled high. I built a palace of illusion. My castle Xanadu is a matte painting and camera trick. It's nothing but . . . a dream. Today you have a chance to let the dream triumph. For once.

You can give me liberty or you can give me death (you can give me madness but don’t get me mad)

Em um mundo onde o mais é menos, onde, o branco não é preto mas mesclado de cinza, fica difícil discernir a água do vinho, a dose de botox que te salva é um pouco menor do que a que te mata. Isso não faz diferença visto que ambas foram substituídas pelo carbúnculo (Antrax). Somos inocentes, é nosso silencio o verdadeiro genocida tanto de nós mesmos quanto de outros milhares.

Ao falar do coração é difícil ter o distanciamento necessário para uma analise critica fidedigna. Todavia a o estado babaca em que me encontro com cramberry dressing na minha manga deve ter algum significado. As borboletas evadiram meu estomago já a um quarto de hora mas não parecem ter ido longe, a minha cabeça ainda gira devem ser elas ou ela... Meu braço agora cheira a veja, estou embasbacado, ou melhor, babaca mesmo.

Seguindo a linha dessa publicação digital, agora eu deveria dissertar sobre cupins ou mesmo sobre quão rotas são as relações humanas, porem não consigo deixar de achar que me sobra agora um pouco de esperança, espero que na humanidade e toda sua sordidez. Bons tempos de otimismo desesperado na Baixada Fluminense. Bons tempos de copos e romantismo no interior do Paraná.

A estação de underground está lotada e parecem ser 01h30min da manhã quando o despertar da realidade mostra sua face educadora e me faz estático enquanto todo o resto se move no compasso do Haga Murphy (seja lá o que isto for). O vapor de mercúrio ficou para traz e a cerveja mais verde que o arco-íris em tecnicolor continua indo à baixo. Dez de queijo e cinco de carne. Chicken Salad e Ice Muffin, maldito molho de amora, o cheiro de desinfetante persiste. Mas isso é falar do passado.

O presente é o desconforto entorpecido, não pelo ordinário filme que já vi, mas pela expectativa de um Blockbuster que antevejo com tanta clareza que me assusta. Em algum lugar entre Tom Waits, Miles e não vai comer. Eu tenho certeza que foi por aí. É definitivamente foi, algures entre estas situações que minha vida acabou. Quando o medico perguntar inventem outra coisa para declarar em minha causa mortis.

A marimba sibila e o ganzá do jazz-band batuca, sobre a divindade de Bag's Groove não vale a pena dissertar, sentem-se e ouçam, pare de fumar comece a beber e não pare mais. Não pare nunca. Faça jus a miséria humana sendo para sempre miserável..


PS: this title was written by my good friend Beef - I kinda know what he meant now!

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Sophia de Mello Breyner Andresen

Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão
Porque os outros têm medo mas tu não
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão
Porque os outros se calam mas tu não

Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo
Porque os outros são hábeis mas tu não

Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos
Porque os outros calculam mas tu não.


-Por acaso lembrei-me. Este poema foi roubado de outro Blog.

Ozymandias - Percy Bysshe Shelley (1818)

I met a traveller from an antique land
Who said:—Two vast and trunkless legs of stone
Stand in the desert. Near them on the sand,
Half sunk, a shatter'd visage lies, whose frown
And wrinkled lip and sneer of cold command
Tell that its sculptor well those passions read
Which yet survive, stamp'd on these lifeless things,
The hand that mock'd them and the heart that fed.
And on the pedestal these words appear:
"My name is Ozymandias, king of kings:
Look on my works, ye mighty, and despair!"
Nothing beside remains: round the decay
Of that colossal wreck, boundless and bare,
The lone and level sands stretch far away.

In 1818 also was born Karl Heinrich Marx. Just so you know!

Thus the world go round

Assim gira o mundo, uma pequena revolução é só o que se necessita para que a hora passe e seu espaço tempo e posição geográfica mudem. Assim como perambulando bêbado no frio de Curitiba a procura de um abraço gelado e uma cerveja quente, é concebivel deparar-se com porões de esquisitices e esquisitos, com vasos de Mount Gay Ron, e outros tipos de beverages e material humano singulares. Deparar-se com o mundo e suas perversões, frustrar o corriqueiro apresentando o absurdo. Embriagado de abuso, e abusando da embriagueis com um “que” de paixão e bastante estupefato.

Assim começa o espetáculo, os performers são mobília urbana, a incandescência do vapor do mercúrio aquece até as finadas almas, a direção para onde se caminha sempre há de coincidir com ao menos um porão, um inferninho de onde só a duvida escapa. O nexo causal continua sobreestimado, não é tão importante assim fazer sentido, todos os caminhos levam algures, e se ao menos esses não fossem tão paralelos...

Bonita como um soneto de Shakespeare e desesperadora como um de Shelley lembra-me de um filme que já vi algumas vezes, e o protagonista morre no final. Ao ponderar vale a pena. Ela poderia ser uma verdadeira louvação a Dionísio onde o prazer se dá só por se dar, como em um relacionamento incorruptível. Amores a Capuleto ou Montéquio não são tão perenes quanto Ozimandias (King of Kings) porem são menos solitários e introspectivos. Nunca sei quando arriscar nem qual o tamanho cacife. Mas ainda assim vou apostar.

Talvez seja melhor duvidar do beneficio da ignorância do que continuar amargando noites solitárias, rodeado de amigos e cinzeiros, copos de jazz e acordes de wiskey. Todavia mais uma vez o nexo causal é muito overrated. Passar a vida subjugado ao seu sentido almejado e obscuro incomoda a este ALMEIRINDO que vos escreve.

Ou, por outro lado, talvez seja tudo bem mais simples e até simplório, e eu estou só exagerando, mas sinto que não. Acenda um cigarro, e se quiser também pode tomar mais um gole..

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

No Longer In Kansas

As ruas estão rasas, e o exercício em mente tange o sadismo. As intenções jamais foram claras e o caminho sempre será tortuoso. É como se a intenção inicial houvesse sido obliterada e reconstruída. O universo tende a se dispor como deve, mas às vezes este débito pode ser dispendioso. É como se a SELIC se aplicasse aos dividendos emocionais da vida cotidiana, e comitê estivesse bêbado.

Sórdidas noitadas em Curitiba são um convite ao bufonismo. A amnésia institucional faz-se presente, e o alinhamento cronológico e espacial é quântico, beirando o caótico. Mas, e quando o caos se faz atraente? Esta é a indagação mais pertinente a se fazer agora. A escolha de apaixonar-se ou não, não é um privilégio, o livre arbítrio talvez seja o real exercício de sadismo do Séc. XXI, nos permitindo encontrarmo-nos felizes, ignorantes a tudo que nos move ao passo que procuramos outros petróleos e aditivados, para nos abastecer, ainda que assim impossibilitando uma transposição fidedigna e relevante de nossos reais devaneios, em direção a uma almejada realidade menos tosca.

Em um campo de flores há sempre abelhas, e da mérda nasce o cogumelo. O yin-yang bucólico de uma vida sem flores e com muita mérda. Ironicamente marchamos em direção ao infinito, porem a procura de um fim pacifico e até ortodoxo. Onde o pesar do coração e a herança da carne se tornam incongruentes, onde os passarinhos cantam e os tijolos amarelos acabam.

No longer in Kansas - digo eu! O coração o cérebro e a bravura descompuseram-se, assim como o arco-íris em Tecnicolor esverdiou-se. O novo é mais complexo, calculamos o efeito borboleta e o montante é 41. Um dia quando menos esperares, nos encontraremos. Em um dia ensolarado, em um roto de minhoca, em alguma cave estranha ao som de Velvet Underground depois do Arrival of Zee Germans, e quando as bombas explodirem, limpando assim a essência de nossos fluidos corpóreos. Previsões à Kubrik em um universo que pertence a Einstein (ou seria Descartes?).

"We'll meet again, don't know where don't know when... but I'm sure we'll meet again some sunny day." Na estrada de tijolos amarelos? Quem sabe? Só tenho certeza que tenho que sair para ver o Mágico de Oz. Lembre-se que praticar palavras de ordem implica em mais do que grita-las a plenos pulmões em uma rua qualquer, de uma cidade terceiro mundista, pós-ditatorial latino americana.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

At this point (time being)

As your Al Mingus starts this new enterprise, you will be able to follow through the pattern that will offspring this writings. For a start (and that's a very good way to begin) I'll share with you some of the data that might have been part of molding history as I see today (and by that I take writing as a powerful tool to comprehend society). Although it may seem insecure, or even lazy I will start taking other peoples thoughts and of cource re-organising and distorting them to substitute reality with my own.

Thus we shall go through some of the indispensable books. Some such as Leo's War and Peace and Anna Karenina, are untouchables ( and by that I mean that it is quite difficult to touch and read them - really) and at this point it's real relevance is arguable (as much as one can ague with Tolstoy). But after all, how are you to know all you are to know if you do not read the paper?

I will figure how to merge it all (jazzy books and literature albuns) with worldly matters later on. Jazzy records and classic books are a relevant part of life, even bigger part of a bohemian life (and a bohemian life is as worldly as life can be). - Now, as we talk about Mexican Lager, and other cheap beer, you will cease to see life as it really is. The reasoning (Cause Nexus) is overrated, as well as is scattering. Some of us are still being for the benefit of Mr. Kite. And the circus tent does not cease rising. The paths we walk will lead to the via crusis but we shall not meet that end, not because we know better but because we will always find our selves detained mid-way on some smelly pub, on some lousy street of unbearable towns in third world countries.

Maybe the dole we earn shall never meet our needs, maybe we are too needy, and so, we feel the necessity of being miserable and narrow minded. But there are many pretty things in life. Sunflower fields, daisies, women, merit, courage and bravery. unfortunately we can only imagine those things because we are to busy trying to skip our misery while building it. That can be worked on, either as a "child eating" commy, or as clerks and corporation contributors. Earning our buck as we drink along, and make a bigger mess of our ego's.
I don't feel the need to state anything else, I've already vomited quite enough for a day.

Somethings to bare in mind

Monologue to the Maestro: A High Seas Letter
Esquire: October 1935

About a year and a half ago a young man came to the front door of the house in Key West and said that he had hitch-hiked down from upper Minnesota to ask your correspondent a few questions about writing. Arrived that day from Cuba, having to see some good friends off on the train in an hour, and to write some letters in the meantime, your correspondent, both flattered and appalled at the prospect of the questioning, told the young man to come around the next afternoon. He was a tall, very serious young man with very big feet and hands and a porcupine haircut.

It seemed that all his life he had wanted to be a writer. Brought up on a farm he had gone through high school and the University of Minnesota, had worked as a newspaper man, a rough carpenter, a harvest hand, a day labourer, and had bummed his way across America twice. He wanted to be a writer and he had good stories to write. He told them very badly but you could see that there was something there if he could get it out. He was so entirely serious about writing that it seemed that seriousness would overcome all obstacles. He had lived by himself for a year in a cabin he had built in North Dakota and written all that year. He did not show me anything that he had written then. It was all bad, he said.


I thought, perhaps, that this was modesty until he showed me a piece he had published in one of the Minneapolis papers. It was abominably written. Still, I thought, many other people write badly at the start and this boy is so extremely serious that he must have something; real seriousness in regard to writing being one of the two absolute necessities. The other, unfortunately, is talent.


Besides writing this young man had one other obsession. He had always wanted to go to sea. So, to shorten this account, we gave him a job as night watchman on the boat which furnished him a place to sleep and work and gave him two or three hours' work each day at cleaning up and a half of each day free to do his writing. To fulfil his desire to go to sea, we promised to take him to Cuba when we went across.


He was an excellent night watchman and worked hard on the boat and at his writing but at sea he was a calamity; slow where he should be agile, seeming sometimes to have four feet instead of two feet and two hands, nervous under excitement, and with an incurable tendency toward sea-sickness and a. peasant reluctance to take orders. Yet he was always willing and hard working if given plenty of time to work in.


We called him the Maestro because he played the violin, this name was eventually shortened to the Mice, and a big breeze would so effectually slow up his co-ordination that your correspondent once remarked to him, 'Mice, you certainly must be going to be a hell of a good writer because you certainly aren't worth a damn at anything else.'


On the other hand his writing improved steadily. He may yet be a writer. But your correspondent, who sometimes has an evil temper, is never going to ship another hand who is an aspirant writer; nor go through another summer off the Cuban or any other coast accompanied by questions and answers on the practice of letters. If any more aspirant writers come on board the Pilar let them be females, let them be very beautiful, and let them bring champagne.

Your correspondent takes the practice of letters, as distinct from the writing of these monthly letters, very seriously; but dislikes intensely talking about it with almost anyone alive. Having had to mouth about many aspects of it during a period of one hundred and ten days with the good old Maestro, during much of which time your correspondent had to conquer an urge to throw a bottle at the Mice whenever he would open his mouth and pronounced the word writing, he hereby presents some of these mouthings written down.
If they can deter anyone from writing he should be deterred. If they can be of use to anyone your correspondent is pleased. If they bore you there are plenty of pictures in the magazine that you may turn to.

Your correspondent's excuse for presenting them is that some of the information contained would have been worth fifty cents to him when he was twenty-one.


Mice: What do you mean by good writing as opposed to bad writing?


Your correspondent: Good writing is true writing. If a man is making a story up it will be true in proportion to the amount of knowledge of life that he has and how conscientious he is; so that when he makes something up it is as it would truly be. If he doesn't know how many people work in their minds and actions his luck may save him for a while, or he may write fantasy. But if he continues to write about what he does not know about he will find himself faking. After he fakes a few times he cannot write honestly any more.


Mice: Then what about imagination?


Y.C.: Nobody knows a damned thing about it except that it is what we get for nothing. It may be racial experience. I think that is quite possible. It is the one thing beside honesty that a good writer must have. The more he learns from experience the more truly he can imagine. If he gets so he can imagine truly enough people will think that the things he relates all really happened and that he is just reporting.


Mice: Where will it differ from reporting?


Y.C.: If it was reporting they would not remember it. When you describe something that has happened that day the timeliness makes people see it in their own imaginations. A month later that element of time is gone and your account would be flat and they would not see it in their minds nor remember it. But if you make it up instead of describing it you can make it round and whole and solid and give it life. You create it, for good or bad. It is made; not described. It is just as true as the extent of your ability to make it and the knowledge you put into it. Do you follow me?


Mice: Not always.


Y.C. (crabbily): Well for chrisake let's talk about something else then.


Mice (undeterred): Tell me some more about the mechanics of writing.


Y.C.: What do you mean? Like pencil or typewriter? For chrisake.


Mice: Yes.


Y.C.: Listen. When you start to write you get all the kick and the reader gets none. So you might as well use a typewriter because it is that much easier and you enjoy it that much more. After you learn to write your whole object is to convey everything, every sensation, sight, feeling, place and emotion to the reader. To do this you have to work over what you write. If you write with a pencil you get three different sights at it to see if the reader is getting what you want him to. First when you read it over; then when it is typed you get another chance to improve it, and again in the proof. Writing it first in pencil gives you one-third more chance to improve it. That is .333 which is a damned good average for a hitter. It also keeps it fluid longer so that you can better it easier.


Mice: How much should you write a day?


Y.C.: The best way is always to stop when you are going good and when you know what will happen next. If you do that every day when you are writing a novel you will never be stuck. That is the most valuable thing I can tell you so try to remember it.


Mice: All right.


Y.C.: Always stop while you are going good and don't think about it or worry about it until you start to write the next day. That way your subconscious will work on it all the time. But if you think about it consciously or worry about it you will kill it and your brain will be tired before you start. Once you are into the novel it is as cowardly to worry about whether you can go on the next day as to worry about having to go into inevitable action. You have to go on. So there is no sense to worry. You have to learn that to write a novel. The hard part about a novel is to finish it.


Mice: How can you learn not to worry?


Y.C.: By not thinking about it. As soon as you start to think about it stop it. Think about something else. You have to learn that, Mice: How much do you read over every day before you start to write?


Y.C.: The best way is to read it all every day from the start, correcting as you go along, then go on from where you stopped the day before. When it gets so long that you can't do this every day read back two or three chapters each day; then each week read it all from the start. That's how you make it all of one piece. And remember to stop while you are still going good. That keeps it moving instead of having it die whenever you go on and write yourself out. When you do that you find that the next day you are pooped and can't go on.


Mice: Do you do the same on a story?


Y.C.: Yes, only sometimes you can write a story in a day.


Mice: Do you know what is going to happen when you write a story?


Y.C.: Almost never. I start to make it up and have happen what would have to happen as it goes along.


Mice: That isn't the way they teach you to write in college. Y.C.: I don't know about that. I never went to college. If any

sonofabitch could write he wouldn't have to teach writing in college. Mice: You're teaching me.

Y.C.: I'm crazy. Besides this is a boat, not a college.


Mice: What books should a writer have to read?


Y.C.: He should have read everything so he knows what he has

to beat.

Mice: He can't have read everything.


Y.C.: I don't say what he can. I say what he should. Of course he can't.


Mice: Well what books are necessary?


Y.C.: He should have read War and Peace and Anna Karenina by Tolstoi, Midshipman Easy, Frank Mildmay and Peter Simple by Captain Marryat, Madame Bovary and L'Education Sentimentale by Flaubert, Buddenbrooks by Thomas Mann, Joyce's Dubliners, Portrait of the Artist and Ulysses, Tom yones and Joseph Andrews by Fielding, Le Rouge et le Noir and La Chartreuse de Parme by Stendhal, The Brothers Karamazov and any two other Dostoevskis, Huckleberry Finn by Mark Twain, The Open Boat and The Blue Hotel by Stephen Crane, Hail and Farewell by George Moore, Yeats's Autobiographies, all the good De Maupassant, all the good Kipling, all of Turgenev, Far Away and Long Ago by W. H. Hudson, Henry James's short stories, especially Madame de Mauves, and The Turn of the Screw, The Portrait of a Lady, The American


Mice: I can't write them down that fast. How many more are there?


Y.C.: I'll give you the rest another day. There are about three times that many.


Mice: Should a writer have read all of those?


Y.C.: All of those and plenty more. Otherwise he doesn't know what he has to beat.


Mice: What do you mean 'has to beat'?


Y.C.: Listen. There is no use writing anything that has been written before unless you can beat it. What a writer in our time has to do is write what hasn't been written before or beat dead men at what they have done. The only way he can tell how he is going is to compete with dead men. Most live writers do not exist. Their fame is created by critics who always need a genius of the season, someone they understand completely and feel safe in praising, but when these fabricated geniuses are dead they will not exist. The only people for a serious writer to compete with are the dead that he knows are good. It is like a miler running against the clock rather than simply trying to beat whoever is in the race with him. Unless he runs against time he will never know what he is capable of attaining.


Mice: But reading all the good writers might discourage you.


Y.C.: Then you ought to be discouraged.


Mice: What is the best early training for a writer?


Y.C.: An unhappy childhood.


Mice: Do you think Thomas Mann is a great writer?


Y.C.: He would be a great writer if he had never written another thing than Buddenbrooks.


Mice: How can a writer train himself?


Y.C.: Watch what happens today. If we get into a fish see exactly what it is that everyone does.
If you get a kick out of it while he is jumping remember back until you see exactly what the action was that gave you the emotion. Whether it was the rising of the line from the water and the way it tightened like a fiddle string until drops started from it, or the way he smashed and threw water when he jumped. Remember what the noises were and what was said. Find what gave you the emotion; what the action was that gave you the excitement. Then write it down making it clear so the reader will see it too and have the same feeling that you had. That's a five finger exercise.


Mice: All right. ,


Y.C.: Then get in somebody else's head for a change. If I bawl you out try to figure what I'm thinking about as well as how you feel about it. If Carlos curses Juan think what both their sides of it are. Don't just think who is right. As a man things are as they should or shouldn't be. As a man you know who is right and who is wrong. You have to make decisions and enforce them. As a writer you should not judge. You should understand.


Mice: All right.


Y.C.: Listen now. When people talk listen completely. Don't be thinking what you're going to say.
Most people never listen. Nor do they observe. You should be able to go into a room and when you come out know everything that you saw there and not only that. If that room gave you any feeling you should know exactly what it was that gave you that feeling. Try that for practice. When you're in town stand outside the theatre and see how the people differ in the way they get out of taxis or motor cars. There are a thousand ways to practise. And always think of other people.


Mice: Do you think I will be a writer?


Y.C.: How the hell should I know? Maybe you have no talent. Maybe you can't feel for other people. You've got some good stories if you can write them.


Mice: How can I tell?


Y.C.: Write. If you work at it five years and you find you're no good you can just as well shoot yourself then as now.


Mice: I wouldn't shoot myself.


Y.C.: Come around then and I'll shoot you.

Mice: Thanks.

Y.C.: Perfectly welcome, Mice. Now should we talk about some

thing else?

Mice: What else?


Y.C.: Anything else, Mice, old timer, anything else at all. Mice: All right. But


Y.C.: No but. Finish. Talk about writing finish. No more. All gone

for today. Store all close up. Boss he go home.
Mice: All right then. But tomorrow I've got some things to ask
you.

Y.C.: I'll bet you'll have fun writing after you know just how it's done.


Mice: What do you mean?


Y.C.: You know. Fun. Good times. Jolly. Dashing off an old

masterpiece.

Mice: Tell me

Y.C.: Stop it.


Mice: All right. But tomorrow


Y.C.: Yes. All right. Sure. But tomorrow.

Hemingway is usually right. This may be truthfull inspiration to ye'all.

Al Mingus 1st post